Bookshelf Tour Part 1 – BEDA #10

Se existe um tipo de vídeo no qual eu sou viciada é o bookshelf tour. Já aconteceu até de preparar uma pipoquinha antes de dar play e assistir como se fosse um filme cheio de ação. Adoro me surpreender com os critérios diferentes que as pessoas usam para organizar seus livros e confesso que há algum fetichismo capitalista em ver livro após livro, com as lombadas combinando, contrastando e criando um espetáculo à parte. Mas o que se há de fazer? Sou uma pessoa cheia de defeitos que ama ver as pessoas ostentando os próprios livros. 
Neste mesmíssimo blog existe um vídeo antigo da primeira bookshelf tour que eu fiz, filmada e tudo. Faço questão de não colocar o link porque ninguém precisa ver aquilo. Minha coleção mudou muito desde então e já há algum tempo quero fazer um vídeo atualizado. O problema é a minha capacidade de edição é tão boa quanto o meu pobre computador e todas as tentativas deram errado. Por isso decidi mostrar os livros por foto mesmo, aproveitando que foram recentemente organizados e a estante está bem menos superlotada já que muitos foram doados ou vendidos pro sebo. Começaremos pela estante de lidos (sim, eu tenho uma estante de não lidos. Estou trabalhando para que ela não exista mais). Organizo meus livros por gênero e, quando possível, país. Não seria muito prático falar de cada um por isso vou copiar uma ideia que vi em algum lugar do tumblr e escolher apenas alguns de cada prateleira para indicar. Clique nas fotos para ampliar.

Ficção estrangeira contemporânea
Não acho que o Garcia Marquez deveria estar aí, mas não encontrei um lugar melhor pra ele. Respectivamente: Colômbia, Chile, Itália, Austrália, Inglaterra, Canadá, Estados Unidos e o Junot Díaz que fica entre EUA e República Dominicana.
O Assassino Cego, Margaret Atwood: Único livro que li da Margaret e já me fez amar a mulher. Demora um pouco pra pegar o ritmo e conquistar o leitor, mas a história é tão bem construída que faz valer a pena o esforço do início. É como ler vários livros de gêneros diferentes ao mesmo tempo e ver tudo muito bem amarrado no fim. Escrevi uma resenha sobre ele pro Amásia
É assim que você a perde, Junot Díaz: Poderia indicar qualquer um dos dois Díaz que li, mas esse é especialmente cativante. São vários contos narrados pela mesma pessoa, podem ser lidos como um todo ou separadamente. Eu li como um romance, mas também como uma sequência a A Fantástica Vida de Oscar Wao. Alguns dos personagens se repetem e as temáticas se cruzam em vários pontos. A forma como questões problemáticas são abordadas é de bater palmas.
Harry Potter, Infantis e início dos YA

Marcelo no Mundo Real, Francisco X. Stork: Não tenho certeza se é um YA ou um middle-grade mas sei que temas como o autismo precisam ser mais lidos dentro dos juvenis. O livro é hiper sensível e cuidadoso ao tratar do assunto e a construção dos personagens é muito bacana. Adoro quando personagens secundários são bem feitos. E a capa é linda demais, socorro.
Os que estão impossíveis de ler ali no meio são Meu pé de laranja lima e Extraordinário.
YA, Fantasia e Graphic novels

It’s Kind of a Funny Story, Ned Vizzini: Absolutamente necessário quando o assunto é saúde mental. Um livro que pode ajudar muita gente sofrendo de depressão e transtorno de ansiedade generalizada e também pode ajudar muitas pessoas a encararem isso de uma maneira respeitosa. Ainda dói pensar nesse livro e no Ned. (Mas eu odeio muito o último parágrafo e aquilo deveria ter sido melhor escrito)
Turma da Mônica – Laços, Lu e Vitor Cafaggi: Essa foi uma das coisas mais lindas que os meus olhos já viram. As cores são deliciosas, a história é um presente a todos os que ainda lembram de como era ler o Almanacão de Férias da Turma da Mônica e todo mundo precisa ler.
Ainda tem muitos livros pra mostrar, mas acho que até o fim do BEDA eu consigo. Caso queiram opinião ou resenha de algum livro é só pedir porque eu ainda preciso preencher mais de quinze dias de posts. Por favor, não me julguem quando chegarmos aos livros não lidos.
Anúncios