Dear Marie,

Já que você está um pouquinho adiante na estrada, me fale sobre o que eu ainda não posso ver. Me fale sobre como é chegar aos 20 anos sendo alguém já tão pronto e tão admirável.
Lembre-se de mim, mesmo que hoje você esteja mais é querendo esquecer que não estamos todas juntas. Em São Paulo, Curitiba ou no Japão eu vou lembrar de você hoje, como acontece frequentemente. Às vezes eu vejo alguém correndo por essa cidade elétrica que você chama de sua e penso logo que você deve estar fazendo o mesmo. Ainda não entendo como alguém pode fazer um dia ter tantas horas e conseguir estar sempre sorrindo (ou melhor, dançando kuduro). 
Provavelmente hoje você está correndo também. E espero que ao fim do dia encontre duas pessoas especiais que vão representar o quanto eu gostaria que estivéssemos com você. Num mundo perfeito estaríamos todas juntas jogadas em algum tapete no meio da madrugada, comendo e jogando o Imagem & Ação que ficamos te devendo. Mas nada disso tira a importância da data.
Espero que nesse dia em que você ouvirá tantas coisas bregas do tipo que se diz em aniversários, você também arrume tempo pra ser feliz. Como você costuma fazer. Espero que os anos que estão por vir sejam elétricos, surpreendentes, deliciosos, desafiadores. Espero que o John Mayer te chame pro palco. Espero que sua vida tenha mais momentos mágicos. 
Te vejo em agosto. Dou o abraço que estou te devendo. Morro de ansiedade por setembro junto. E agradeço mais uma vez por você ter decidido nascer há 20 anos.