Clima de netflix

Acompanhar uma série é como tentar fazer um relacionamento dar certo, só funciona se a outra pessoa valer a pena. No caso, se a série for boa mesmo. Descobri isso depois de sofrer achando que a razão de não conseguir ver The Big Bang Theory ou New Girl era eu, quando a questão é só que essas séries são bem ruins. Ou pelo menos são ruins pra mim e não oferecem o que eu procuro nos meus momentos de lazer. O tempo passou e The O.C perdeu seu posto na minha vida como a única série que consegui acompanhar. Aprendi a realmente me envolver com esses programas e achei ótimo quando a Anna me indicou pra um meme criado pela Tadsh cuja proposta é simplesmente falar um pouco sobre as séries que estou acompanhando no momento.
Como bem disse a Anna, aceito sugestões nos comentários porque séries nunca são demais! A não ser em dias como hoje, em que eu preciso escrever um trabalho da faculdade e quero ver Broad City até os olhos saltarem.
Doctor Who
Atualmente em hiatus indo para a 8ª temporada. Eu estou nos episódios finais da 7ª.

Essa é simplesmente uma das melhores séries de todos os tempos. Digo isso como uma pessoa que teve muito pouco contato com ficção científica e mesmo assim foi conquistada pela história sensacional de um viajante do tempo e do espaço que vai a todos os cantos do universo numa cabine policial dos anos 60. Uma série que já completou 50 anos de existência (não 50 anos no ar, infelizmente) deve ser respeitada e, mesmo com os diversos problemas da série atual, toda a carga metafórica das aventuras do Doctor fazem valer a penas as horas que você gastará assistindo. Infelizmente a nova regeneração do Doctor ainda será um homem branco, ainda que ele possa (teoricamente) se regenerar em qualquer outra forma de vida. Mas estou animada pra ver a versão que o Peter Capaldi fará do melhor alien que a TV britânica poderia criar. Porém, saudades David Tennant e saudades Matt Smith. Essa série provocará muitas saudades em você.
Parks & Recreation
Atualmente em hiatus indo para a 7ª temporada. Eu estou na 5ª.

O amor que eu nutro por essa obra-prima da televisão não pode ser descrito. Já falei um pouco sobre como Parks é, na verdade, uma série sobre diferentes formas de entusiasmo e paixão, mas não acho que sou qualificada o suficiente pra realmente passar pra vocês o quanto esse programa é bom. Amy Poehler é responsável por um dos melhores personagens que vocês vão conhecer em muito tempo, Leslie Knope é uma inspiração de vida. A primeira cena do piloto mostra Leslie tentando fazer uma pesquisa de opinião entre os usuários dos parques da cidade, sendo que eles são, obviamente, crianças. A reação deles é olhar pra ela sem nenhum tipo de emoção e depois sair correndo, o que é um bom exemplo do que os funcionários do departamento de parques da cidadezinha de Pawnee encaram ao longo da série quando se propõem a fazer alguma coisa. É uma comédia deliciosa, com personagens admiráveis que realmente crescem conforme as temporadas avançam e, no fundo, é uma alegoria perfeita sobre o quanto é melhor se importar, mesmo que seja mais difícil.
Orphan Black
Atualmente na 2ª temporada. Eu estou em dia com a série, aleluia!

Como definir essa série de uma maneira que não seja “Clone Club”? Sim, esta é uma história sobre clones, mas não como você pode imaginar. Sarah era uma grande malandrinha que andava pela vida sem saber muito bem como consertá-la, até que um dia testemunha uma mulher idêntica a ela pular na frente de um trem. Esperta, ela decide assumir a identidade da desconhecida pensando em se dar bem. O que acontece em seguida vocês podem imaginar. Exceto que jamais conseguirão, porque essa é a série mais imprevisível do mundo. Tatiana Maslany entrega uma das melhores atuações que já vi na vida, principalmente se você levar em conta que ela interpreta vários personagens que não têm nada a ver uns com os outros. Só em Orphan Black você pode ver Tatiana Maslany interpretando um clone fingindo ser outro clone que também é interpretado por Tatiana Maslany e ainda conseguir perceber a diferença. A segunda temporada não está tão maravilhosa quanto a primeira, mas ainda assim o público fica sem fôlego a cada novo episódio.
Broad City
Atualmente em hiatus indo para a 2ª temporada. Eu estou na 1ª.

Minha mais recente descoberta, Broad City é tudo que Girls gostaria de ser nessa vida mas jamais conseguirá. Sim, essa é mais uma série sobre duas garotas de vinte e poucos anos vivendo em Nova York com empregos abaixo das expectativas. Pra ser sincera, toda a vida delas está abaixo das expectativas. Mas não existe mimimi e não existem relacionamentos destrutivos. Abbi e Ilana são realmente amigas e são pessoas muito gostáveis, engraçadas e cheias de falhas das quais não se envergonham. A série não se apega muito a discursos moralistas – as duas vivem fumando maconha pra esquecer dos problemas -, nenhum dos personagens se encaixa em padrões de beleza e mesmo assim a auto-estima deles está em dia. A mensagem que a série passa é muito positiva, como acontece com tudo em que Amy Poehler toca (ela é produtora executiva da série). A gargalhada é garantida e mesmo com as situações inacreditáveis nas quais as duas protagonistas se envolvem, em nenhum momento o espectador é tomado pelo grande constrangimento que toma conta de Girls.
Parenthood
Atualmente em hiatus indo para a 6ª temporada. Eu estou na 3ª.

Adoro um bom drama familiar e é isso que Parenthood é, só que muito mais. A família Braverman é cheia de problemas, relacionamentos conflituosos e pessoas difíceis, mas os personagens são tão bem construídos que você começa a genuinamente se importar com eles. A relação familiar não é perfeita, mas é realmente comovente ver como todos ali estão tentando melhorar uns para os outros. Todos os personagens são cuidadosamente escritos e desenvolvidos ao longo da série. Além de tudo, a Lauren Graham, eterna Lorelai Gilmore, interpreta uma das melhores personagens da série. Vários episódios acabam em um delicioso churrasco noturno na casa dos progenitores Braverman e eu sempre sinto vontade de dar uma choradinha vendo esse tipo de cena.
Hiatus forçado – aquelas que eu só posso rever, por enquanto
My Mad Fat Diary
Ainda não confirmada para a 3ª temporada.
Já destilei meu amor por MMFD aqui, mas nunca é suficiente. Uma série delicada que trata de temas super importantes, principalmente pare meninas adolescentes. É quase impossível encontrar programas de TV que passem uma mensagem positiva para as meninas, que diga “não há nada de errado com você e com o seu corpo” e que mostre claramente que seus problemas não vão se resolver milagrosamente quando você começar a namorar. Rae é a protagonista que sempre precisamos e Finn é o interesse amoroso com o qual sempre sonhamos, mas a série continua sendo sobre a Rae. A segunda temporada desenvolveu brilhantemente alguns personagens secundários e respondeu bem às críticas que fizeram ao relacionamento da Rae e do Finn. Agora rezo todas as noites pra que a série seja renovada.
The Mindy Project
Renovada para a 3ª temporada.
O mundo precisa de mais programas escritos e protagonizados por mulheres. Mindy Kaling é uma mulher de descendência indiana e fora dos padrões e que faz maravilhas com uma série só dela. A história segue uma médica viciada em comédias românticas morando em Nova York e meio desesperada pra encontrar o grande amor da vida dela e começar uma família. Claramente ela terá muitas dificuldades pra conseguir isso. Muitos namorados passam pela série, o que eu particularmente acho ótimo por fugir da imagem de uma mulher encastelada simplesmente esperando pelo “homem certo”. Mindy é engraçada e cativante e Morgan, o enfermeiro, protagoniza situações hilárias.
Grey’s Anatomy
Renovada para a 11ª temporada.
Suspiro. Já não sei o que falar de Grey’s além de que o amor às vezes nos provoca ações malucas. Já amei muito a vida e as desventuras dos médicos do Seattle Grace (que depois virou Mercy West e hoje é Grey Sloan), mas hoje acho bem difícil reconhecer os personagens de quem eu tanto gostava. Ainda assim, não consigo simplesmente abandonar a série e sigo sendo magoada por ela, suas mortes e suas partidas. O último episódio da décima temporada quebrou meu coração em mil pedaços, mas me deu um fiapo de esperança de que Shonda Rhimes volte a dar atenção à série e pare de fazer lambanças. 
Indico a Rafa, a Fernanda e a Gabs.
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