Stuck in a daydream

ou Cinco livros que eu gostaria de viver

Ao contrário do que este blog vinha dando a entender, eu ainda habito o planeta Terra. Foram meses de abandono apenas parcial, porque eu pensei nisso aqui quase todo dia desde que escrevi pela última vez. Quer dizer, desde que publiquei pra toda a internet algo que eu escrevi. Mas isso já é história pra outro post. Esse é pra eu citar o layout novo, só pra cumprir o ritual de layouts novos. Então aqui vai: eu fiz um layout novo! Agora podem se deliciar com a sensação de que eu finalmente vou atualizar isso aqui como se deve. Spoilers: provavelmente não. Mas pelo menos temos referências a Gilmore Girls pra acalmar os ânimos.
O outro motivo do post é responder a um meme. Sim, porque everybody loves memes. Vocês já entenderam isso, claro. Fui indicada pela Analu, que me provavelmente me deserda se eu não responder. Por isso vim escolher os cinco livros onde eu gostaria de viver. O que não deveria ser difícil pra alguém que vive trocando realidade por ficção, né?
1. O Guia do Mochileiro das Galáxias – Douglas Adams
Porque sim. Porque viajar pelo espaço já parece uma ideia incrível, então imaginem só a glória suprema que seria mochilar pelo espaço. Suponho que um perigo qualquer esteja subentendido nesse meme, por isso não me assusta a ideia de ter que me virar lá em cima. Eu não esqueceria de levar a minha toalha e provavelmente morreria de rir do Marvin, o andróide paranóide, enquanto o resto das pessoas/aliens estaria tentando sobreviver à chatice dele.
2. O Mágico de Oz – Frank L. Baum
Essa é uma das minhas histórias favoritas de todos os tempos. Adoraria dar uma passeada pela Estrada de Tijolos Amarelos, ver a Munchkinland, conhecer a Glinda e vencer as duas Bruxas Malvadas. Acima de tudo, queria os amigos que a Dorothy faz pelo caminho. Cada um tem sua particularidade e defeitos que não fazem a mínima diferença pra ela, muito pelo contrário, ensinam lições importantes. Apesar disso, acho que cada um vive essa história em algum nível. Ainda bem. 
3. Dash and Lily’s Book of Dares – Rachel Cohn e David Levithan
O mundo deveria dar mais créditos a esse livro. Como todo bom YA, a história contada nele é absolutamente esquenta-coração-gelado. Dash resolve deixar um caderno com algumas coisas escritas em uma prateleira específica de uma livraria. Considerando que ele mora em Nova York, a probabilidade de alguém achar o caderno e seguir as instruções contidas nele são mínimas. Mas estamos falando de um YA, e é claro que quem encontra o caderno é Lily, uma menina que não pode deixar de procurar o dono de um caderno de desafios tão intrigante como aquele. Ainda mais tendo encontrado o tal do caderno na prateleira preferida da livraria preferida dela. Me dêem a mão e vamos juntos pela estrada dos YAs fofos e queridos.
4. Droga de Americana! – Pedro Bandeira
Outro dia estava conversando com Tary, Anna Vitória e Analu e o assunto de repente chegou ao Pedro Bandeira. Analu e eu ficamos indignadas com o fato de que as outras duas jamais conheceram os Karas. OS KARAS! Apenas a melhor e mais importante série da infância desta que vos fala, que só foi ler Harry Potter aos 14 anos. Logo os Karas, a turma de amigos responsável pelos meus sonhos fugindo de vilões maquiavélicos e tentando desvendar mistérios. Adoraria ser um Kara e usar todos os códigos secretos que venho treinando desde o dia em que o Pedro Bandeira entrou na minha vida. Há um tempo tão grande que nem sei mais como é não saber que Crânio e Magrí are meant to be.
5. A Volta ao Mundo em 80 Dias – Jules Verne
Quem não gostaria de dar a volta ao mundo? Da maneira mais cômica possível, ainda por cima. Claro que com tantos personagens chatíssimos, eu seria a melhor amiga do Passepartout e correria com ele pelas ruas desconhecidas e portos lotados ao redor do mundo. Aliás, isso deveria acontecer. Pra onde eu mando minha solicitação urgente?
É claro que Harry Potter não foi citado porque seria injusto. Eu moraria no mundo de Harry Potter a qualquer momento, não olharia pra trás. Assim como a maioria da minha geração. Como nada disso é possível, continuarei me contentando com os livros. Até parece que eu posso reclamar. 
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